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DOENÇA DE ALZHEIMER

 

 

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro, onde os neurônios (as células do cérebro) se degeneram ou morrem.

O que é essa doença?

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro, onde os neurônios (as células do cérebro) se degeneram, ou morrem. Caracteriza-se por uma perda progressiva das capacidades de pensar, raciocinar, memorizar, dificuldade na fala e alteração do comportamento. Esse conjunto de sintomas caracteriza o que chamamos de demência.

Na maioria das pessoas os sintomas da doença de Alzheimer iniciam depois dos 60 anos de idade, de qualquer raça e classe social, ocorrendo um pouco mais nas mulheres do que nos homens. Os riscos para a doença de Alzheimer aumentam com a idade. Em indivíduos com menos de 60 anos de idade a DA é muito rara sendo denominada de doença de Alzheimer de início precoce, porém após os 85 anos de idade ocorre em aproximadamente 10% dos indivíduos. Em 95% dos casos ocorre na terceira idade, ou seja, o maior fator de risco para a doença de Alzheimer é o envelhecimento.

Quais os sintomas?


Os sintomas mais comuns são:

- Perda de memória, confusão e desorientação.

- Ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança

- Alteração da personalidade e do senso crítico

- Dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se

- Dificuldade em reconhecer familiares e amigos

- Dificuldade em tomar decisões

- Perder-se em ambientes conhecidos

- Alucinações, perda de apetite, perda de peso, incontinência urinária e fecal

- Dificuldades com a fala e a comunicação

- Movimentos e fala repetitiva

- Distúrbios do sono

- Problemas com ações rotineiras

- Dependência progressiva.

 

Todo esquecimento é doença de Alzheimer?

Não. Todas as pessoas esquecem ou já esqueceram objetos, datas ou nomes, uma vez que não somos capazes de guardar toda e qualquer informação, pois nosso cérebro funciona selecionando o que vai armazenar. Além disso, existem outros fatores que interferem nessa função do cérebro, como depressão, medicação. Porém, se a dificuldade de memória está prejudicando o dia-a-dia, se está incomodando a pessoa, se os familiares também já perceberam as dificuldades, este é o momento de procurar auxílio médico para uma melhor definição do problema.

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnostico de doença de Alzheimer há a necessidade da consulta com o médico. Durante a consulta o médico deve entrevistar além do paciente, as pessoas que convivem mais próximas a ele (cônjuge, filhas, noras, na maioria das vezes), pois podem acrescentar informações para um diagnóstico mais preciso. A realização do exame das funções cognitiva, por meio de testes para memória, linguagem, cálculo, também podem melhorar o diagnóstico. O médico pode solicitar exames de sangue e exames de imagem do cérebro (como a tomografia, a ressonância magnética e outros). Esses testes ajudam, principalmente, na exclusão das outras causas de demência.

Como é feito o tratamento?

O tratamento baseia-se no controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente o máximo possível. O papel da família é essencial, pois nada substitui o carinho e o amor dos entes queridos.

Existem no mercado medicações com eficácia comprovada por estudos científicos, e utilizados por médicos de todo o mundo, e que tem o papel de retardar a evolução da doença e a indicação depende do estágio da doença que o paciente se encontra, e apenas um profissional médico poderá prescrever essas medicações.

Como cuidar de um paciente com doença de Alzheimer?

Entre os cuidados gerais, destaca-se a organização da casa para torná-la mais segura. Observe cada cômodo da casa e decida as melhores mudanças a se fazer, e lembre-se que esse paciente não aceita muito bem as mudanças, portanto: faça o que for necessário, mas não exagere. Evitar a desordem na casa é muito importante, para evitar acidentes, bem como os cuidados com o fogão e outros eletrodomésticos.

Recomenda-se remover as trancas da porta do banheiro e do quarto de dormir, e manter áreas de piscina fechadas. Manter bolsas, talão de cheques, chaves, dinheiro, carteira e outros objetos do tipo longe do alcance, pois o paciente pode guardá-los e esquecer-se de onde colocou. Outro ponto importante é evitar que o paciente dirija.

Mantenha, à noite, as luzes acesas nos corredores de acesso aos banheiros. Se o doente insistir em sair de casa, acompanhe-o, mas evite brigas e discussões. Pode-se comprar um bracelete de identificação para o doente utilizar.

 
 
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