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Fraturas
ósseas no idoso |
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De todas as fraturas associadas à osteoporose, a que acomete o colo do fêmur é a que apresenta maior perigo a saúde do idoso: Mortalidade de 30% (um em cada três morrem) nos primeiros seis meses após o trauma. Perda da independência em 50% dos casos (a metade dos idosos fica com dificuldade de andar mesmo após o tratamento). Se acrescentarmos a este grupo as fraturas transtrocanterianas e da haste proximal do fêmur, teremos um grupo que representa 100 mil fraturas /ano no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), representando 50% das internações por traumas em hospitais e pronto socorros. E o dado mais alarmante: 80% destas fraturas ocorrem em idosos que antes eram capazes de andar sozinhos. Não há dúvida que se trata de um problema de saúde pública e deve ser tratado com seriedade. São fatores de risco (pessoas que tem mais chance de terem a fratura): - Idade maior que 75 anos. - Menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade ). - Índice de massa corpórea (IMC) menor que 19. - Cifose torácica (diagnosticada por perda de altura). - Baixa ingesta de cálcio (menos de 700mg/dia) - Deficiência de vitamina D (conseqüência de baixa exposição solar). - Tabagismo (cigarro). - Consumo excessivo de bebidas alcoólicas. - São fatores facilitadores nos traumas (quedas) no idoso: - Diminuição da velocidade da caminhada e fraqueza nas pernas (artroses e derrames cerebrais). - Redução do equilíbrio e da mobilidade (doença de Parkinson). - Redução da visão (catarata e diabetes). - Perdas transitórias da consciência (arritmia cardíaca, insuficiência vertebrobasilar, epilepsia, hipoglicemia e hipotensão postural). - Calçados escorregadios (sem sola de borracha ou com salto) e roupas inapropriadas (muito largas podem enroscar em maçanetas de portas). - Uso contínuo de múltiplos medicamentos (calmantes e remédios para a pressão). - Ambientes mal iluminados, chão escorregadio e objetos espalhados pela casa como brinquedos e fios de telefone. Tratamento: O melhor tratamento é a prevenção das fraturas, isso porque é o único que evita seqüelas para o idoso. Identificando e corrigindo os fatores de risco e facilitadores nos traumas (citados acima), associados a um acompanhamento médico geriátrico do idoso e do cuidador, são imprescindíveis para evitar esta patologia. Estudos de eficácia já são comprovados com os medicamentos bifosfonados, associados à reposição de vitamina D e cálcio, na prevenção tanto da fratura como da recidiva delas. E para os que acham oneroso o tratamento medicamentoso, existem trabalhos evidenciando custos mais baixos do tratamento medicamentoso em vista dos custos de internação hospitalares, cirurgias, próteses ortopédicas e complicações nosocomiais, decorrentes das seqüelas na mobilidade nestes pacientes. Isso sem falar no impacto emocional nos familiares e cuidadores. |
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