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29/07/2010 - Novas diretrizes para determinar infertilidade masculina

Um estudo sobre a qualidade do esperma em cerca de 1500 homens mostra que contagens de esperma previamente consideradas anormais nem sempre significam infertilidade. A pesquisa, realizada pelo Centro Médico da Universidade de Rochester e publicada na edição de 8 de novembro de 2001 do periódico New England Journal of Medicine,propõe novas recomendações para a classificação de amostras de esperma como "normal" ou "anormal". Se aceita por clínicas mundialmente, pode reescrever os padrões clínicos utilizado a 50 anos.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são os primeiros a comparar homens férteis e inférteis através de métodos coetâneos para análise de sêmen; outros estudos analisaram esperma de homens inférteis apenas antes e depois do tratamento. A pesquisa também é a primeira a analisar amostras de sêmen de uma grupo bastante representativo de homens: 765 homens em casais inférteis e 696 em casais férteis, em nove localizações nos Estados Unidos. Todos os homens tinham entre 20 e 55 anos.

Os resultados mostraram que não existe um critério único que indica invariavelmente infertilidade. Na verdade, a forma e aparência do esperma (sua morfologia) pareceu representar uma importante forma de discriminar homens férteis de inférteis. As diretrizes publicadas pela Organização Mundial de Saúde e usadas atualmente por clínicos sequer provê um valor de referência para a morfologia.

Cerca de um em cada seis casais é incapaz de conceber uma criança. Desses casais, de 30 a 40% sofrem de infertilidade masculina. O teste para diagnosticar a infertilidade masculina é o exame do sêmen, que consiste na análise microscópica do número de espermatozóides por milímetro, da porcentagem de espermatozóides em movimento e do aspecto dos espermatozóides (são considerados normais aqueles uniformemente ovais).

A Organização Mundial de Saúde considera normal uma amostra que contenha 20 milhões de espermatozóides por milímetro, com ao menos 50% em movimento. Qualquer outra situação é considerada anormal. O novo estudo provê três novas categorias como pontos de referência:

• A infertilidade é definida pela presença de menos de 13,5 milhões de espermatozóides por milímetro, menos de 32% desses em movimento e menos de 9% apresentando forma uniforme.

• Uma zona intermediária é definida pela concentração entre 13,5 milhões e 48 milhões de espermatozóides por milímetro, entre 32 e 63% de mobilidade e entre 9 e 12% dos espermatozóides com aparência uniforme.

• A fertilidade é estabelecida pela concentração de mais de 48 milhões de espermatozóides por milímetro, com mais de 63% desses em movimento e mais de 12% apresentando aparência uniforme.

Apesar do estudo ter sido publicado em 2001, seu conteúdo continua atual e vem se mostrando como uma nova tendência de análise da infertilidade masculina.

Fonte - N. England Journal of Medicine.

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