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Quem
tem maior chance de ter a doença?
Pacientes acima de 50 anos, sendo que acima de 70 anos o risco cai para
5%.
Historia familiar ou pessoal de pólipos adenomatosos (identificados
somente se o familiar já foi submetido a cirurgia ou colonoscopia).
Historia pessoal ou familiar
de câncer colorretal, tumor de ovário ,endométrio
ou mama.
Distúrbios hereditários (genéticos – passam
dos pais aos filhos) conhecidos como polipose ademomatosa familiar e cancer
colorretal hereditário sem polipose. Portadores de doenças
inflamatórias intestinais (doença de Crohn e reto colite
ulcerativa).
Colite e retite actínica: muito conhecidas pelos
urologistas no tratamento radioterápico do câncer de próstata
e da bexiga.
Ureterosigmoidostomia (a urina sai diretamente no intestino
continuamente como alternativa cirúrgica nos pacientes que precisaram
retirar a bexiga devido a presença de tumor).
Dieta com alto teor de gorduras saturadas e proteínas de origem
animal (carne vermelha e carne processada) e baixo teor de fibras e cálcio.
Fumo, abuso de álcool, obesidade e sedentarismo.
Quais são os
sintomas da doença?
Se o tumor estiver localizado
colon direito - Perda de peso, astenia (vontade de não fazer nada),
anemia e alteração do hábito intestinal (de diarréia
a constipação).
Se no colon esquerdo e reto – enterorragia (diarréia com
sangue), perda de muco pelo anus, dor anal á evacuação
e tenesmo (sensação de evacuação incompleta).
Quais os exames para
o diagnóstico?
Pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Toque retal:
detecta 50% dos tumores de reto (tumor que a apresentadora da Globo Ana
Maria Braga teve).
Retossigmoidoscopia:
exame endoscópico que avalia o reto e o sigmóide (75% dos
tumores aparecem nesta região).
Colonoscopia:
avalia todo o colon em 97% dos casos, permite a biópsia de lesões
suspeitas e a ressecção de pólipos.
Colonoscopia virtual: é indicada na impossibilidade de
se realizar a colonoscopia (pacientes já submetidos a amputação
de reto, por exemplo) ou quando a colonoscopia não foi completa
(não atingiu o ceco).
CEA (antígeno carcinoembriônico): sem valor
para o diagnóstico, mas utilizado para acompanhamento pós
operatório para indicar recidiva.
Está indicada
a realização de exames preventivos?
Sim, e a forma como eles serão
realizadas depende da classificação de riscopara cada caso.
Baixo risco:
Indivíduos com mais de 50 anos de idade devem fazer pesquisa de
sangue oculto nas fezes.Se positivo, devem ser submetidos á endoscopia
digestiva alta e colonoscopia.
Alguns médicos sugerem pesquisa de sangue oculto e sigmoidoscopia
a cada 5 anos ou colonoscopia a cada 10 anos a partir dos 50 anos de idade.
Nesse grupo se encontra a maior parte dos tumores (70% a 80%).
Risco intermediário:
História familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro
grau : a colonoscopia deve ser realizada a cada 5 anos, iniciando-se com
40 anos de idade ou 10 anos antes da idade de início do acometimento
do seu parente.
Pacientes com pólipos maiores que 1cm, múltiplos ou pólipos
do tipo viloso : indica-se colonoscopia a cada 3 anos após a ressecção
dos pólipos.
Nesse grupo se encontram 15% a 20% dos tumores.
Alto risco:
Polipose adenomatosa familiar: colonoscopia a cada 2 anos a partir dos
14 anos de idade.
Doeça inflamatória de todo o colon: colonoscopia após
8 anos do início da doença.
Doença inflamatória apenas do colon esquerdo: colonoscopia
após 15 anos do início da doença.
Presença de câncer colorretal hereditário não
polipóide: colonoscopia anual a partir dos 20 anos de idade.
Nesse grupo se encontram 5% a 10% dos tumores.
Quais doenças
que não são câncer mas podem causar os mesmos sintomas?
Doenças inflamatórias (doença de Crohn e retocolite
ulcerativa).
Síndrome colon irritável.
Diarréias ou obstipação (prisão de ventre)
intestinal crônicas. |